Paisagem ao entardecer com horizonte amplo e vegetação

Instituto Forest

Quem Somos

O Instituto Forest articula tecnologia, dados e engenharia para enfrentar problemas econômicos, sociais e ambientais com um olhar sistêmico.

Pôr do sol na África do Sul - Foto: Juliano Pádua

Por que o Instituto Forest existe?

O Instituto Forest nasce da convicção de que tecnologia, dados e engenharia podem e devem contribuir de forma direta para responder a desafios econômicos, sociais e ambientais. Mais do que isso, buscamos nos integrar à comunidade open source e contribuir diretamente com o trabalho, educação e o acesso a dados de nossos usuários.

Muitas pessoas ainda enxergam computação e meio ambiente como áreas muito distantes. Na prática, porém, problemas ambientais envolvem, além de ecologia, clima e uso do solo, também economia, políticas públicas e dinâmicas sociais. Esse balaio de fatores influenciam-se mutuamente. Ignorar essa interdependência tende a produzir soluções frágeis e temporárias.

Inspirados pela visão sistêmica e pelo paradigma da Teoria Geral dos Sistemas, trabalhamos com a ideia de que computação, ciência de dados, automação, monitoramento e aprendizado de máquina podem apoiar a conservação quando integrados a perguntas ambientais bem formuladas.

A natureza já é, por si, um sistema complexo. Quando acrescentamos todos aqueles fatores supracitados, a complexidade aumenta para muito além do que uma leitura linear sugere. Por isso, problemas ambientais exigem soluções integradas e interdisciplinares, combinando método, dados e monitoramento em campo.

Minha trajetória

Sou Juliano Pádua, criador deste Instituto. Minha trajetória cruza engenharia de computação, dados e meio ambiente. Venho de uma família muito dedicada à conservação ambiental, mas, no momento de decidir a minha carreira, meu interesse por infraestrutura, software e engenharia me guiaram. Entretanto, no curso de minha graduação, descobri a interseção entre conservação e computação e, hoje, tenho a convicção de que esta pode servir àquela quando bem direcionada.

Sou formando em Engenharia de Computação, com vivências no mercado e no campo de pesquisa. Essa combinação moldou minha forma de pensar problemas. A academia me ensinou, e ainda ensina, a iterar, medir e documentar, o mercado me guiou em como conectar teoria a aplicações concretas.

Entendo a relação entre tecnologia e conservação como uma ponte, ou como um protocolo, se você preferir, em que temos a coleta e organização de dados de um lado e modelos e infraestruturas de software de outro. Tenho especial interesse por pesquisa aplicada e por projetos em que o resultado impacte positivamente o mundo real.

Na graduação, desenvolvi meu trabalho de conclusão de curso (TCC) sobre aprendizado de máquina para detecção de focos de incêndio, aproximando sensoriamento remoto, estações meteorológicas, treinamento de modelos e questões ambientais urgentes. O trabalho completo está disponível no repositório institucional:

Retrato de Juliano Pádua em ambiente externo
Juliano Pádua - arquivo pessoal
Universidade Federal de São Carlos, portaria Sul
UFSCar - portaria Sul

A natureza é um sistema complexo. E problemas complexos exigem soluções integradas.

Inspirações do Instituto

A visão e a origem do Instituto Forest foram fortemente influenciadas por pessoas que dedicaram suas vidas à ciência, à conservação ambiental, à engenharia e à gestão de áreas protegidas. Abaixo, registramos com gratidão parte dessa herança, em forma de mini biografias.

Maricéia Barbosa Silva Pádua

Maricéia Barbosa Silva Pádua - arquivo pessoal

Maricéia Barbosa Silva Pádua

Mari, engenheira florestal pela UFLA, é parte fundamental do nosso referencial. Ela é uma presença que une cuidado, responsabilidade e sensibilidade à vida em suas múltiplas dimensões. Sua trajetória demonstra que conservação também se faz no cotidiano, nas escolhas, na escuta e no compromisso com as pessoas. Responsável por gerir uma Unidade de Conservação inteira, o Parque Estadual do Pau Furado, ela articula desde aspectos de gestão de recursos e de mão de obra até prevenção de incêndios e outros riscos que atingem a UC. Não contente com apenas isso, fundou a RPPN Maria Tereza Jorge Pádua, no intuito de contribuir ainda mais com a conservação ambiental.
Maria Tereza Jorge Pádua

Maria Tereza Jorge Pádua. Foto: Márcio Isensee - oeco.org.br

Maria Tereza Jorge Pádua

Engenheira agrônoma, ambientalista e conservacionista consolidada mundialmente, Maria Tereza é uma das referências na construção do sistema brasileiro de unidades de conservação. Aqui a conhecem como a Mãe dos Parques Nacionais do Brasil. Integrou o IBDF na década de 1960, participou da expansão do conjunto de parques e reservas no país e ficou conhecida como uma das vozes por trás da consolidação dos parques nacionais. Entre as áreas associadas ao seu trabalho estão a Chapada Diamantina, Fernando de Noronha e o Pico da Neblina, entre outras. Também atuou em iniciativas como o Projeto Tamar e a Funatura, e publicou diversos livros sobre conservação no Brasil.
Leituras sugeridas: reportagem no O Eco · Wikipédia
Marc Dourojeanni e Maria Tereza Jorge Pádua

Marc Dourojeanni e Maria Tereza Jorge Pádua - arquivo pessoal

Marc Jean Dourojeanni

Marc é engenheiro agrônomo e florestal, professor emérito da Universidad Nacional Agraria La Molina e especialista em entomologia e em áreas protegidas e política ambiental, com trajetória no Peru e na América Latina como um todo. Ocupou cargos de direção em instituições florestais no Peru, trabalhou no Banco Interamericano de Desenvolvimento e colaborou com organismos como a IUCN. É autor de livros e artigos sobre a Amazônia, conservação e recursos naturais.

O Instituto Forest dedica seu propósito a quem ensina, pelo exemplo, que ciência, conservação e engenharia pertencem à mesma equação.

Hoje e futuro

Hoje, o Instituto Forest se organiza em torno de dados abertos, automação e narrativas técnicas, com um pé na computação e outro no terreno dos problemas ambientais. Ademais, o Instituto não alimenta hipocrisia: dados abertos por meio de código aberto. A comunidade open source é um de nossos mantras. Olhamos para frente reforçando projetos aplicados e pesquisa que possa ser verificada e replicada gratuitamente, é claro.

Se você compartilha desta combinação, este espaço foi pensado para ser um ponto de encontro e construção coletiva.

Aviso sobre uso de inteligência artificial

Ferramentas de inteligência artificial foram utilizadas de forma ampla ao longo do desenvolvimento desta plataforma. A minha principal expertise técnica reside em ciência de dados e extração de dados, portanto, o apoio da IA me permitiu executar tarefas complexas de desenvolvimento front-end e de design de UI/UX. Embora fosse teoricamente possível construir este sistema sem LLMs, o uso dessas tecnologias, atuando como Engenheiro de IA, acelerou o cronograma de lançamento de vários anos para alguns meses e me ajudou a aprender muito sobre programação agêntica e a criação de fluxos de trabalho probabilísticos com IA.

Esta plataforma é mantida como um projeto independente. Apesar de ser oferecida gratuitamente para o benefício de quaisquer interessados, o sistema é fornecido "no estado em que se encontra" e os usuários devem antecipar possíveis bugs, falhas operacionais ou problemas de interface. Você é incentivado a utilizar as ferramentas disponibilizadas, mantendo essas limitações técnicas em mente.